A Arquidiocese de Palmas realizou nesta terça-feira, 25, um encontro com os candidatos ao Governo do Tocantins, que aconteceu na residência Episcopal, com o arcebispo Dom Pedro Brito Guimarães e o clero. 

No primeiro semestre a Arquidiocese promoveu um encontro aberto à população com os candidatos à eleição suplementar do Tocantins, para apresentação do plano de governo, com perguntares elaboradas  pelas Paróquias e população presente. Bispos do Regional Norte 3 da CNBB, também tiveram reunião com os candidatos. 

Conforme Dom Pedro, o momento reservado foi para avaliar a posição de cada candidato com a sociedade e esclarecer situações que preocupam a Igreja, principalmente para aqueles Padres que estão na base, lidando com os problemas do dia-dia. 

Os candidatos tiveram a oportunidade de expor suas propostas e projetos, respondendo questionamentos do clero. A rodada de conversa iniciou com o candidato Carlos Amastha, que citou o papel da Igreja fundamental, assim como do gestor público. “Nós temos o objetivo de trabalhar juntos pela população. Em meu mandato como prefeito da Capital fizemos o trabalho de fortalecer essas políticas públicas, e como Governador irei fazer muito mais”.

Para o candidato Márlon Reis, a Igreja pode aportar muitas informações, valores e dados propiciados pelo contato direto com a sociedade, a qual atende. “Temos visto uma necessidade muito grande de aproximação com a Igreja, que levou inclusive a aprovação do projeto Ficha Limpa”.

O encontro concluiu com o candidato Mauro Carlesse, que frisou a importância da visão do clero em debater os problemas sociais. “Eles estão mais próximos da realidade das comunidades. Fico feliz em participar dessa discussão para ouvir e poder incluir no plano de governo as demandas que a Igreja nos repassa. Principalmente com os projetos sociais, que já estão inclusos no plano de governo, porém podemos conhecer melhor o que a população necessita”.

Os participantes eclesiais avaliaram o encontro como uma boa oportunidade de conhecer melhor os candidatos. Segundo o Padre Waldeon Reis, Vigário para Ação Social, o encontro foi privilegiado, pois conseguiram ouvir de forma mais limpa, sem a influência da mídia. E explica que “de acordo com a doutrina social da Igreja, o candidato deve expressar seu interesse com o bem comum e o que acontece muito hoje na política é que as pessoas buscam interesses particulares. O encontro proporcionou um real quadro das propostas dos candidatos e a possibilidade de avaliar bem em quem votar”.

O Arcebispo explicou que a Igreja é uma educadora para as políticas públicas, e o trabalho social e religioso estão inerentes à missão. “O Governo deve dar o suporte para que as pessoas vivam bem. Não se pode trabalhar só a questão espiritual, em detrimento do social, político e econômico. Para fazer um bom trabalho espiritual, precisamos que as pessoas estejam com as necessidades básicas atendidas”.