Arquidiocese de Palmas

Artigos › 19/02/2019

15 anos de sacerdócio

Cheguei em Palmas no dia 15 de agosto de 1997, Festa da Assunção de Maria. Naquele dia comemorávamos: “Nossa Senhora subia aos céus, Pe. Guillermo e eu descíamos em Palmas”. Havíamos sido ordenados padres há apenas 6 meses e logo fomos enviados, desde Brasília, para a missão no Tocantins.

A princípio, viemos para ficar por apenas dois anos, depois, devido às necessidades pastorais, fomos renovando nossos contratos. O Pe. Guillermo esteve ao meu lado, como grande companheiro, por cinco anos e retornou para Brasília, onde ficou mais alguns anos; hoje, ele está se dedicando à missão da nova evangelização, como Catequista Itinerante, em Santos-SP. De lá para cá tive a alegria de conviver com mais cinco companheiros, vigários paroquiais: Pe. Emmanuel Efeca (Nigeriano), Pe. Geraldo Stoco (Italiano), Pe. Agnaldo di Camargos, Pe. Emanuel Areias, Pe. Daniel Gomes e por fim o Pe. Edson Fernandes, que veio a me substituir, como pároco, na Paróquia Santo Antonio de Pádua.

Passei 13 anos a serviço do povo de Deus, nas paróquias da Arquidiocese de Palmas e estou muito feliz! Quando estava próxima a minha ordenação de padre, nas orações, pedia ao Senhor que, para a missão, me enviasse a um lugar onde tudo estivesse iniciando e onde de verdade eu fosse necessário, onde eu pudesse começar um trabalho e aí ver realizarem-se os seus frutos. Deus me concedeu então, a graça de vir para Palmas. Aqui encontrei Dom Alberto – já o conhecia de Brasília – um Bispo Jovem, dinâmico, inteligente e cheio de amor pela Igreja.

Nos inícios da Igreja de Palmas, tudo, materialmente, era muito precário, desafiador e inseguro, mas o testemunho de Dom Alberto e a garra dos irmãos de ministério que, na época, chegavam como verdadeiros missionários para somar, sempre foi motivo de ânimo para eu caminhar e seguir em frente.

Sinto-me, hoje, cidadão palmense e um missionário privilegiado. Acompanhei o crescimento da Cidade “do Rio ao Lago” e o crescimento da vida de Igreja. Acompanhei as pastorais, o desmembramento das paróquias, o surgimento de vocações, o contato e relacionamento com as pastorais e novas Comunidades de vida; e tive a graça de colaborar com a nova evangelização na implantação de um Neo-Catecumenato, no Estado, e de poder, enfim, ver tantos bons frutos que se foram produzindo.

Desde que cheguei nestas terras queridas, Deus sempre se manifestou providente e colocou “anjos” em meu caminho. Encontrei pessoas que me acolheram e que se colocaram muito disponíveis. Inevitavelmente, pelos anos passados, se fosse nomear cada uma, acabaria me esquecendo de algumas, mas sem dúvidas ficam na memória do coração, aquelas mais marcantes. Principalmente, as que me acolheram como “trabalhador da primeira hora”.

Agradeço de forma toda especial às comunidades por onde passei e me relacionei mais diretamente: Santa Filomena, São Judas Tadeu, Santo Antônio de Pádua, Santa Tereza D’Dávila, Barra do Aroeira, São João Batista da Lagoa; Casa de Marta; Casa de Maria Rainha da Paz; Mosteiro de São Bento; Mosteiro das Clarissas; Colégio Marista e Colégio Madre Clélia Merloni. Como todas essas realidades me fizeram crescer e a amar cada vez mais a Igreja.

Sou muito agradecido a todos que de alguma maneira fizeram e fazem parte do meu Ministério nesses 14 anos em Palmas. Me alegro ainda, com meus irmãos sacerdotes da Região Episcopal São Pedro com quem convivi mais de perto, sendo Vigário Episcopal por 2 anos.

Sou grato ao Seminário Interdiocesano, aos meus irmãos padres que integram a Equipe de formadores, aos Seminaristas de Palmas, Porto Nacional, Miracema, Tocantinópolis e Cristalândia, por tudo aquilo que, hoje, partilhamos juntos: desde a fraterna convivência do dia a dia, até a generosa abertura de coração, para acolherem-me como Reitor e amigo.

Não posso deixar de mencionar e agradecer, ainda, aos Bispos da Província Eclesiástica de Palmas, pela amizade e confiança; a Dom Pedro Brito Guimarães, nosso querido Arcebispo, de maneira ainda mais especial, devo todo meu carinho, pelo voto de confiança, de Pai e de Pastor.

Como registrei, na lembrancinha de recordação da missa de aniversário: “15 anos é pouco, Senhor, para retribuir à sua generosidade”.

Posso afirmar, hoje, com muita alegria, que sou padre, sou feliz, amo o que faço, e se tivesse que sair de casa e refazer a caminhada para chegar até aqui, faria tudo novamente, e de forma ainda mais caprichada.

Deus abençoe e recompense à todos aqueles que cruzaram minha história, que fizeram e ainda fazem parte dela. Só tenho que agradecer e, evidentemente, pedir perdão pelas vezes em que não correspondi às expectativas de alguém, ou que eu tenha deixado mágoas.

Quero convidar, e conto com a presença de todos os amigos, para juntos celebrarmos Ação de Graças ao nosso Deus e comemorarmos, esses meus 15 anos de sacerdócio. Faremos a Santa Missa no dia 30 de novembro, Festa de Santo André, às 19h e 30min, na Paróquia Santo Antônio de Pádua, na 110 Sul, em Palmas.

Confio em suas orações. Que Santa Teresinha do Menino Jesus, padroeira das missões, interceda por nós. Que possamos seguir em frente, sendo sempre fiéis testemunhas do amor do Pai, discípulos e missionários de seu amado Filho e Nosso Senhor Jesus Cristo.

Pe. Marcos Antônio Tavoni

Reitor do Seminário Interdiocesano do Divino Espírito Santo e

Centro de Estudos Superiores “Mater Dei”

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