Arquidiocese de Palmas

A secularização desafia a Missão

O 3º Congresso Missionário promoveu na manhã desta sexta, 13, dois painéis temáticos: o primeiro refletiu sobre o mundo secularizado e pluricultural e foi assessorado pelo Irmão José Nery. O segundo painel teve como assessor o teólogo padre Paulo Suess.

Logo no início, padre Ricardo Elias Davila, representante das Pontifícias Obras Missionárias da Venezuela falou acerca dos preparativos para o 4º Congresso Missionário Americano (CAM 4 – Comla 9), dos seus eixos temáticos. Os congressistas em Palmas foram convidados a continuar a caminhada missionária da Igreja no Continente. Um vídeo destacou as características e as diferentes regiões da Venezuela, especialmente sobre a cidade do congresso, Maracaíbo, com seus quatro milhões de habitantes, que será sede do CAM 4 – Comla 9.

Irmão Nery trouxe reflexões a partir de discussões históricas e atuais, em uma reconstituição da discussão entre o que é secular e transcendental. Para isso, fez abordagens sobre os debates científicos, da falta de metas na Rio+20, Conferência da ONU sobre o meio ambiente, da violência e perseguição cristã na Nigéria e da corrupção no Brasil. Essas temáticas direcionaram sua fala para as fronteiras entre estado e religião, com temas urgentes a serem tratados que estão relacionados ao espírito do mundo e da transição de católicos para outras religiões.

Para ele, o ateu que combate a religião é menos perigoso do que o indiferente a Deus, pela insensibilidade gerada, ligando-se à desumanização e dando margem a estilos de vida e critérios consumistas. “O caldo cultural que descarta Deus faz surgir a nova religiosidade selvagem”, descreve irmão Nery, complementando que, em cada esquina nasce uma igreja. Como comércios, despontam grandes impérios religiosos, contudo, está ausente o amor ao próximo, a luta por um mundo solidário. “Há um chamado do Santo Nome de Deus em vão que não produz, nem dá resultados”, alerta. Com a reflexão sobre ser possível continuar cristão com tantas intervenções, ressalta o amor de Deus, da sua vinda ao nosso encontro.

“No Brasil, o nosso povo, mantém uma verdadeira abertura ao transcendente ou está tão envolvido nos embalos da produção e do consumo que qualquer horizonte abrangente se fecha…, ainda mais porque até a religião parece ter-se transformado em produto de consumo?” perguntou.

Irmão Nery explicou ainda que “a questão da secularização hoje não diz respeito, diretamente, à Igreja, nem à frequência dominical, mas à visão que o ser humano de hoje tem do mundo e do transcendente. Esta é uma questão global no mundo contemporâneo, embora devamos contemplá-la no horizonte latino-americano e especificamente brasileiro”, disse.

Lembrou a necessidade de se edificar os três pilares: “a fé pessoal, a fé em comunidade e a fé missionária, pois, sem esses pontos, não existem as colunas do sim – o pessoal, o da comunidade e o sim missionário”.

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