Arquidiocese de Palmas

Arcebispo de Palmas fala da sua participação e experiência no Sínodo e apresenta documento final ao Clero


O Sínodo para a Amazônia realizado no Vaticano entre os dias 06 e 27 de Outubro, em Roma, no qual participaram 186 padres Sinodais, vários peritos, auditores, convidados solidários (membros de outras Igrejas), 41 indígenas, homens e mulheres, guardiões da casa comum. O Sínodo aconteceu em um clima de fraternidade e de oração. A dinâmica e a metodologia seguidas durante o Sínodo foram de dois modos: congregação geral (todos juntos) e círculos menores (trabalhos em grupos) nas línguas portuguesa, espanhola, italiana e inglesa.

Na manhã de terça-feira, 05, o Arcebispo Metropolitano de Palmas, Dom Pedro Brito Guimarães apresentou ao clero o documento final oficial do Sínodo, com seus 5 capítulos. O arcebispo ressaltou a importância deste grande evento para toda a Igreja e não apenas para as Igrejas que estão na Amazônia. “Sínodo é um exercício de caminhar juntos. A palavra “sínodo” vem de duas palavras gregas: “syn”, que significa “juntos”, e “hodos”, que significa “estrada ou caminho’, explicou. A sinodalidade é a experiência de caminhar juntos.

Os capítulos do documento final entregue pelos padres sinodais ao papa desta 4 tipos de conversões: Pastoral, Cultural, Ecológica e Sinodal. As 4 conversões formam a conversão integral.
Dom Pedro ressaltou que sua sugestão sobre o pecado ecológico que foi inserido no documento final, no número 82, e mexeu muito com a Assembleia. “O que a Igreja precisa entender é que o pecado ecológico não é somente um acidente. Alguns desastres,  além de crimes são também pecados. Como por exemplo: a tragédia em Brumadinho, o derramamento de óleo nas praias do nordeste, a morte do índio no Maranhão, são acontecimentos que destroem vidas”, pontuou Dom Pedro.


Participação

Segundo ainda o Arcebispo de Palmas sua participação no Sínodo foi como uma faculdade. “Receber tantas informações e partilhar de tanto respeito é muito bom, sobretudo a experiência e a convivência com pessoas de todo o mundo. Esta é a verdadeira Sinodalidade”, finalizou. A presença, a simplificação e fácil contato com o papa foi também uma experiência sinodal indescritível. Tudo no Sínodo estava realmente interligado. Uma grande experiência eclesial de sinodalidade.

O Bispo também ressaltou ao clero sobre a importância de ter acesso ao documento final oficial e ter cuidado com versões paralelas que estão sendo divulgadas.

 

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