Amado, amada de Deus, tenho sede da Rosa Missionária de Palmas!

 

            Na celebração que fizemos para a abertura do mês missionário, no dia de Santa Teresinha, padroeira universal das missões, por conta do tema do mês missionário “cuidar da casa comum é nossa missão”, propus um símbolo para as ações missionárias que pode parecer inusitada, mas tem todo um forte apelo ecológico e significados espiritual, pastoral e existencial: “a rosa missionária de Palmas”. Cada pessoa que participou da celebração eucarística recebeu de presente uma rosa e se comprometeu realizar, ao menos, uma ação missionária durante o mês de outubro. E qualquer pessoa que assim desejar, durante o mês de outubro, pode acessar o site da arquidiocese de Palmas e no facebook postar a sua ação missionária.

A escolha desta rosa, como símbolo missionário, tem duas motivações:

Primeira, Santa Teresinha disse que quando morresse, lá do céu, derramaria sobre a terra uma chuva de rosas. Teresa nem de perto encontrou no Carmelo o que sonhava. Os horários eram respeitados religiosamente; a ordem e a disciplina eram perfeitas. Mas faltava o principal: a santidade. Teresa trocou o mal por bem, o espinho por for, a cara feia por sorriso, a grandeza por pequenez, por amor e por santidade. Neste ano, sentimos, como nunca, os sinais do estancamento e do esgotamento da natureza: a seca, o calor, as queimadas, as fumaças, a baixa unidade do ar e a falta de água. O resultado é previsível: as fontes, os riachos e os rios secaram. Os jardins secaram e as flores murcharam e morreram. Tudo, em decorrência do impacto causado pelas mãos humanas ao meio ambiente. Estamos mesmo carentes de uma chuva de rosas sobre a terra.

Segunda, o nome da nossa cidade é uma homenagem a um vegetal: a palma. Palma é uma planta, típica do Cerrado. Palmas é verde e produz flores e frutos. Palmas é símbolo da vitória. Palmas, no seu nome, traz este apelo: é preciso cuidar das palmas. É preciso se colocar na palma da mão de Deus. É preciso, em cada amanhecer e em cada anoitecer, bater palmas e aplaudir a vida que nasce e renasce, fenece e fica secada. A vida, amado, amada de Deus, é como a flor do campo, bonita, colorida e perfumada, mas frágil e indefesa. De manhã floresce verdejante e à tarde fenece e fica seca.

Com rosa ou sem rosa, com palmas ou sem palmas é preciso saber, amado, amada de Deus, que sua vida é a sua missão: é preciso fazer da sua vida a sua missão; é preciso viver a vida como missão. Esta é a pequena via, o pequeno caminho bem reto, bem curto, bem novo, cheio de amor e de santidade, de sofrimento e sacrifício, que santa Teresinha traçou e nos propõe para chegarmos ao céu.Vamos então, amado, amada de Deus, assumir esta nossa missão. Existem mais de dois bilhões de pessoas que nunca ouviram falar de Jesus e do seu evangelho. Missão se faz com os pés do que se vão, joelhos dos que ficam, e mãos dos que contribuem.

Portanto, rezemos juntos: “Pai de misericórdia, que criaste o mundo e o confiaste aos seres humanos. Guia-nos com teu Espírito para que, como Igreja missionária de Jesus, cuidemos da Casa Comum com responsabilidade. Maria, Mãe Protetora, inspira-nos nessa missão. Amém”.

Um bom dia e fique com Deus!