Amado, amada de Deus, tenho sede do direito de nascer!

 

O direito de nascer está escrito na lei de Deus e está também escrito nas leis humanas. Mais na lei divina do que nas leis humanas. Trata-se de um direito sagrado, inviolável e universal. A vida é um dom de Deus. Deus é o autor e a origem da vida.

Nesta semana, a Igreja no Brasil celebra-se a Semana Nacional da Vida e dentro desta semana, no dia 8 de outubro, o Dia do Nascituro, ou seja, o Dia pelo Direito de Nascer. Semana da vida, acho que todos entendemos. Mas o que é mesmo nascituro? Nascituro, amado, amada de Deus, é o que está para nascer, é o que todos fomos um dia, no útero de nossa mãe, onde teve início nossa existência, graças a Deus.

Esta data foi escolhida por estar próxima ao dia em que se celebra a Padroeira do Brasil, Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Mãe de Deus que se fez homem, Jesus Cristo, nascituro em seu seio, que faz João Batista exultar de alegria no ventre de Isabel (Lc 1,39-45).

Cuidar, defender,respeitar e venerar a vida, em todas as suas dimensões, é dever de cada um de nós, da Nação, do Estado e do Município. Ninguém pode tirar a vida. Não somos donos da vida. A vida não nos pertence. A vida pertence a Deus. Somente Deus é o Senhor da vida. E não somente da vida humana, mas das vidas animal, mineral, vegetal e ambiental. A natureza foi entregue por Deus aos nossos cuidados. Falei de cuidar e não de descuidar e de destruir. Somos guardiões da obra da criação. Quando Deus criou o mundo, “viu que tudo era muito bom”. O papa Francisco disse, entre tantas outras coisas boas e bonitas, que todo ser criado, por menor e menos significante que pareça, tem algo a nos comunicar. Por isto, cuidar da casa comum é a nossa missão. Nada justifica a ingerência e a agressão ao que Deus criou com tanto amor, para nosso usufruto.

O papa Francisco também disse que a existência humana aqui na terra tem como base três relações: a relação com Deus, com o próximo e com a terra. E pergunta: “que tipo de mundo quero deixar a quem nos suceder, às crianças que estão nascendo e crescendo?”

Diante de tantas ameaças e da banalização da vida, defendido por inúmeras pessoas influentes, é importante lembrar que a Igreja compreende as situações difíceis que levam mães a abortar, mas, por uma questão de princípios, defende com firmeza a vida do nascituro. A opção de abortar reveste para a mãe um caráter dramático e doloroso. Mesmo assim, amado, amada de Deus, é preciso defender o direito de nascer.

Agradeçamos ao Criador pelo dom da vida que nos deu, e renovemos o nosso

compromisso de lutar pela vida daqueles que, como nós fomos também, ainda não tem voz, mas que são chamados a um dia agradecerem a Deus por tão grande dom. Lutemos pela vida, contra o aborto.

Um bom dia e fique com Deus!