*Amado, amada de Deus, tenho sede da arte de gestão!

Há uma palavra na moda: a palavra “gestão”. Eu mesmo gosto muito dela, acho-a bonita, atual e essencial. O que se faz sem a arte da gestão pode não atender e corresponder às expectativas. Gestão é o ato ou o efeito de gerir, administrar e gerenciar. Gestão significa gerenciamentoadministração.

Ninguém vive sem gestão. Esta é a nossa missão. Do nascer ao por do sol, na calada da noite, do nascente ao poente, somos gerentes de nós mesmos, da nossa vida, dos nossos negócios e das situações que nos cercam. Gestão é uma arte, a arte de viver. Gestão é muito próxima, linguistamente falando, de gestação. O gestor é, portanto, um “gestador”. O gestor é um genitor. Aquilo que faz é obra sua.

Toda gestão é uma autogestão. Não dá para se enganar. Não dá para terceirizar. Quem não gerencia a sua vida, outros a gerenciarão, do seu jeito e do seu modo, a seu gosto e ao seu prazer.

Esta palavra entrou de cheio na Igreja. E calhou bem. Hoje muito se fala de gestão eclesial. É que não se administra e se gerencia somente negócios, empresas, pessoas ou coisas do gênero. A vida é também administrada e gerenciada. Fala-se também muito de gestão espiritual. “Pois no devido tempo colhemos o fruto” (Gl 5,9). O gestor é o leitor orante da sua vida.

Gestão é criação, é inovação, é criatividade. O mundo é ativos, dos criativos e dos proativos. Que cria, quem inova sai na frente, dar passos largos, chega primeiro, faz o diferencial. Em vez de carregar peso para se afundar nas águas revoltas e incontroláveis da vida, cria asas para voar nos céus sem limites do mundo. Quem não se renova envelhece. Diz Platão: “tema a velhice porque ela nunca vem desacompanhada”. E quem envelhece é porque não vive a boa nova do evangelho.

A propósito de evangelho, disse Jesus que os filhos das trevas, às vezes, são mais gestores do que os filhos da luz. Sobre isto, Jesus, o maior especialista da gestão da vontade do Pai, diz textualmente: “se algum quer construir uma torre, não se senta primeiro para calcular os gastos, para ver se tem o suficiente para terminar? Caso contrário, ele vai pôr o alicerce e não será capaz de acabar. E todos os que virem isso começarão a zombar: este homem começou a construir e não foi capaz de acabar! Ou ainda: um rei que sai à guerra contra um outro não se senta primeiro e examina bem se com dez mil homens poderá enfrentar o outro que marcha contra ele com vinte mil? Se ele vê que não pode, envia uma delegação, enquanto o outro ainda está longe, para negociar as condições de paz” (Lc 14,28-32).

E com você, amado, amada de Deus, como está a arte da sua gestão? Está dando conta e conseguindo gerenciar a sua vida neste tempo de crise? Com você se classifica na linha da gestão: “deixa a vida lhe levar?” Confia demais na providência, no milagre? E em o que mais?

Um bom dia e fique com Deus!