Arquidiocese de Palmas

Artigos › 19/02/2019

De Filadélfia para Lajeado

Nascido em Filadélfia/TO, aos 16 de dezembro de 1922, estudou o curso primário em Porto Nacional. Ingressou no seminário menor de Porto Nacional e logo foi estudar filosofia e teologia em Belo Horizonte. Foi ordenado presbítero em 22 de setembro de 1951 em Porto Nacional por Dom Alano Marie Du Noday e exerceu o ministério pastoral nas cidades de Pedro Afonso, Miracema, Miranorte, Guaraí e voltou para Miracema do Tocantins. Foi professor de matemática, latim, música e pedagogia nas cidades por onde passou.

Foi um padre curtido pelo sol do sertão onde desenvolveu um edificante trabalho junto às populações marginalizadas e esquecidas levando o conforto da palavra de Deus e dos sacramentos.

A qualidade desse homem chamado a deixar tudo por causa do evangelho para ser mesmo, com a sua fraqueza e limitação, missionário, promotor da caridade, verdadeiro “salva-vidas” da dignidade humana, quando ferida pelo pecado e pelas injustiças.

A vida dedicada e sua fidelidade ao compromisso de servir a Deus em função do povo de Deus não esteve nas manchetes dos principais jornais do norte goiano, hoje Tocantins, numa amostra de outros presbíteros que pelo Brasil e pelo mundo afora doam suas vidas nas paróquias, nos confessionários, nas atividades de promoção humana, na missão educativa, no acompanhamento de famílias fragilizadas por diferentes mazelas.

As câmeras de muitas televisões não registraram nem o serviço fotográfico de grandes jornais imortalizou o testemunho alegre e orante deste homem consagrado a Deus. Por quê? Talvez a cotidianidade deste servo de Deus não fez barulho, não chamou a atenção, não provocou escândalos. O único escândalo foi viver integralmente a sua vocação para o outro num mundo cada vez mais individual e individualista. Ele era uma pessoa de carne e osso que simplesmente desejou ser fiel a Cristo e sua Igreja, como outros tantos que compõem uma maioria “invisível”, mas eficazmente operante que busca a graça de Deus, para corresponder ao chamado que arde em seu peito: Ser o amor do coração de Jesus como testemunhou tantos outros que entraram nas fileiras dos mártires, dos santos e testemunhas da caridade de Cristo.

Por tudo isso que representou para nós a figura do Pe. Cícero José de Sousa, achamos muito acertada a homenagem de colocar o seu nome na ponte que liga Lajeado a Miracema, exatamente porque dedicou toda a sua vida em estabelecer pontes entre o céu e a terra, buscando levar o povo da região a uma maior comunhão entre si e com o transcendente.

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