Arquidiocese de Palmas

Dom Pedro concede entrevista na Assembleia Geral dos Bispos

Sexta-feira, dia 12 de abril, durante a Coletiva de Imprensa do terceiro dia da 51ª AG, um temas abordados foi sobre os bispos eméritos, aqueles que têm mais de 75 anos e renunciaram ao governo da diocese, como prevê o Código de Direito Canônico. Outro assunto que entrou na pauta da coletiva tratou sobre os desafios da revitalização das paróquias – uma vez que o tema desta AG é “Comunidade de comunidades: uma nova paróquia”.

O presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, da Conferência Nacional dos Bispos da Brasil (CNBB), e arcebispo de Palmas, no Tocantins, dom Pedro Brito Guimarães falou aos jornalistas sobre a importância dos idosos, em especial, dos bispos eméritos. “Por trás de uma pessoa de mais idade tem um poço de sabedoria, uma cultura. Um saber que é importante a gente valorizar”, disse o arcebispo de Palmas.

Na igreja no Brasil existem 299 bispos na ativa, e 160 bispos eméritos. Para as Assembleias Gerais (AG) da CNBB, todos os bispos da ativa são convocados, no entanto os eméritos podem optar por ir, ou não, ao evento.

Durante, as sessões no plenário da AG, os bispos com mais de 75 anos presentes, não são votantes, todavia, “participam com sua voz, eles podem opinar”, como mencionou dom Pedro. “A cultura ocidental não valoriza os idosos, como outras culturas valorizam”, afirmou o arcebispo.

Perguntado por uma jornalista sobre quais seriam os desafios que as pastorais vocacionais tem a frente da revitalização das paróquias do Brasil dom Pedro respondeu que “a Pastoral Vocacional sofre como qualquer outra pastoral, neste contexto de mudança de época”.

Para o bispo, as novas gerações não visualizam a importância do aspecto da religião em suas vidas. “O modelo de vida, o conceito de vida, felicidade e prosperidade, também mudou. As crianças já nascem dentro de um sistema de vida que, às vezes, não deixa espaço para o aspecto religioso”.

O presidente da comissão ainda mencionou que a Jornada mundial da juventude (JMJ) é uma oportunidade para chamar os jovens à vocação religiosa. “Nós vamos aproveitar essa mobilização da juventude para dar uma dimensão vocacional, o que não significa apenas ser padre ou era freira, o conceito de vocação é muito maior e mais abrangente”, declarou dom Pedro Brito.

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