Arquidiocese de Palmas

Dom Pedro nomeia e dá posse a novos párocos

“Uma coisa eu digo a vocês, irmãos: o tempo se tornou breve (…) E eu gostaria que vocês estivessem livres de preocupações” (1Cor 7,29a.32a).

No dia 26 de janeiro completo 27 anos de ordenação presbiteral. Quando tinha dois anos de ordenado, estudante em Roma, compus esta canção: “eis-me aqui, Senhor, eis-me aqui Senhor, pra fazer tua vontade, pra viver no teu amor; pra fazer tua vontade, pra viver no teu amor, eis-me aqui, Senhor!” Este canto, ao longo destes anos, se tornou o meu programa de vida. Em todas as minhas ações e decisões, recorro sempre ao que um dia disse, cantei, rezei e prometi. E se vale o meu testemunho de vida, ei-lo: durante o tempo em que eu fui padre, somente padre e totalmente padre, tive três bispos e posso dizer piamente que nunca dei trabalho a nenhum deles. Sempre fui um colaborador fiel e obediente. E não me arrependo disto.

Monsenhor Rui tem dito e repetido, seguidas vezes, o que concordo em grau, gênero e número: “mudança é boa para quem sai e para quem fica”, e acrescento ainda: “e para quem chega”. Mudança é bom para todos e para todas. Mudança se faz necessária. Eu me considero um transferido. Infelizmente alguns ou não entendem, ou não aceitam ser transferidos, substituídos e deixar lugar para outros na missão. É difícil! A espiritualidade do desapego e da obediência é muito difícil de ser praticada. Isto custa! Em toda mudança há um preço a ser pago. Mas, é preciso que um vá e que outro venha; é preciso que Jesus cresça e que João diminua (cf. Jo 3,30). Neste Ano da Fé, a figura de Abraão, amigo de Deus, pai da fé, desapegado, obediente, pronto para partir, acolhedor e capaz de sacrificar(-se), é iluminante (cf. Gn 12,1-9.18,1-15.22,1-19). 

Na vida pastoral e espiritual esta sua atitude é chamada de ponto de chegada. Alguém atinge o seu ponto de chegada quando deseja outro pastor para o povo e aceita, de coração, ser transferido e não ser mais o seu guia espiritual. Uma bela descrição da espiritualidade do desapego é: alguém tem a responsabilidade e vive com se não a tivesse; alguém é pastor como se não o fosse (1Cor 7,29-32). Não se trata de descompromisso e sim de desapego e de desprendimento. 

Às vezes, estamos até dispostos a deixar algumas coisas, mas ainda nos custa muito não ser reconhecidos. Como posso saber se vivi bem meu ministério se não vejo respostas gratificantes e se as pessoas não me agradecem? Este é um momento dramático. Porém, a formação de um bom pastor passa por isso para atingir a liberdade do coração. A espiritualidade do desapego, diante de Deus e da Igreja, exige o desinteresse pelos projetos pessoais e pela recompensa, para atingir a liberdade do coração. É através das dificuldades com a transferência que Deus nos prova, nos purifica, nos faz crescer na obediência, no amor e na missão. 

Geralmente os bispos sofrem muito quando se trata de transferir padres de uma missão para outra. Há um desgaste muito grande e um estremecimento nas relações entre o bispo, o povo e o padre. Em alguns casos, é quase uma batalha. Mas, na Igreja, transferência é sempre promoção: remover para promover. Além do mais, a alegria do bispo é transferir um padre que o povo não quer que ele saia. E a sua maior tristeza é transferir um padre que o povo quer que ele saia imediatamente.
Em todo caso, o povo precisa e tem direito de ter bons pastores. E os padres precisam cuidar pastoralmente de todos na Igreja. Enquanto houver na arquidiocese uma comunidade má atendida, é sinal de que ainda não atingimos… Vamos então partilhar com as comunidades os padres bons que temos.

O que então se espera de um padre hoje em uma paróquia? O que diz o Documento de Aparecida: “a renovação das paróquias exige a reformulação de suas estruturas, para que ela seja uma rede de comunidades e grupos, capazes de se articular conseguindo que seus membros se sintam realmente discípulos e missionários de Jesus Cristo em comunhão” (DA 172).

Para todos, mas principalmente para os que aceitaram, sem drama e sem rebeldia, os desafios das mudanças, eu rezo: Que o Senhor Jesus Cristo esteja junto de vocês para projeto proteger vocês: à frente de vocês para conduzir vocês; atrás de vocês para guardar vocês. Acima de vocês para abençoar vocês. Ele que, com o Pai e do Filho e o Espírito Santo vive e reina pelos séculos. Amém!

Dia 27/01: Posse do pároco do padre Edmar – paróquia Imaculado Coração de Maria – Taquari – 19h:30;
Dia 31/01: Posse de pároco do padre Carlos Adriano – paróquia Cristo Rei – 19h:30;
Dia 01/02: Posses de administrador paroquial do padre Ricardo Fernandes – paróquia Nossa Senhora Aparecida – Aparecida do Rio Negro – 19h:30; e do padre André como vigário paroquial da mesma paróquia;
Dia 02/02: Posse de pároco do padre Sebastião Bezerra – paróquia Jesus, Bom Pastor, Comunidade São Lucas – 19h:30;
Dia 03/02: Posses de pároco do padre Alfredo – paróquia São Francisco – (manhã); e do padre Camilo – paróquia Santa Rita – 19h:30;
Dia 09/02: Posse de pároco do padre José Renilton – paróquia São José – 19h:30;
Dia 10/02: Posses de pároco do padre Fábio – Coração de Maria (manhã) e do padre Júlio César – Santo Expedito – 19h:30;
Dia 17/02: Posses de pároco do padre Geraldo – Bom Jesus da Serra (manhã); e do padre Luciano – Santa Teresinha – 19h:30.

Obrigado, boa promoção, bom trabalho e boa missão!

Com minha bênção!

Tenho Sede!

Dom Pedro Brito Guimarães,
Arcebispo de Palmas

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