Arquidiocese de Palmas

Entrevista com padre Amadeu Matias Bernardes Filho

Padre Amadeu Matias Bernardes Filho é piauiense, tem 53 anos, sendo 27 como padre diocesano. É pároco da Catedral de Teresina-PI e assessorou a V Assembleia Arquidiocesana de Pastoral. Ele nos conta, nessa entrevista, suas impressões sobre a Arquidiocese de Palmas.

Pascom: Qual a sua impressão a respeito dos delegados dessa Assembleia?

Padre Amadeu: É um grupo grande de agentes de pastoral, que certamente irão multiplicar o que viveram aqui nesses dias. Palmas é uma igreja rica em agentes de pastoral, e o melhor, com o desejo de trabalharem juntos. De fato, o Espírito de Deus nos dá dons diferentes, mas para serem vividos na unidade.

Há nove anos não era realizada uma Assembleia como essa. Que prejuízos uma Igreja diocesana sofre com isso?

O prejuízo que salta às vistas é cada um ficar no seu mundo, o individualismo. Tanto tempo assim sem reunir-se fortalece o distanciamento, não se partilha recursos e riquezas. Mas somos fortes quando estamos juntos! A Eucaristia é a fonte da unidade, mas também celebramos a unidade da Igreja quando realiza-se assembleias como essa.

Como garantir que tudo o que foi discutido e votado nessa Assembleia não vire “letra morta”, ou seja, não saia do papel?

A garantia da concretização da Assembleia é saber quem vai fazer cada coisa, quem vai operacionalizar as decisões. É preciso sair daqui com comissões de trabalho e também fazer uma avaliação depois. Isso eu chamo de profissionalização e conversão da pastoral.

Dom Pedro apresentou que menos de 25% das dioceses do Brasil apresentou seu Plano de Pastoral para a CNBB. Qual a sua interpretação desse fato?

O Plano Pastoral cobra, cria obrigações. Vivemos na maior parte dos tempos de espontaneidade pastoral, mas não deve ser assim. Mantém-se uma estrutura sacramental e de formações esporádicas, dando a impressão de que estamos muito ocupados. Na verdade, é mais cômodo manter as velhas estruturas.

O senhor tem falado de profissionalização da pastoral. O que significa?

A Igreja é uma ação do Espírito Santo. É preciso uma entrega que me comprometa, voluntarismo não cabe na pastoral. Nós somos um corpo e agimos a partir do amor. Por isso é preciso essa profissionalização da pastoral, usando a ciência a nosso favor (método, plano, observação, avaliação), pois é o Reino de Deus que cresce com isso.

Deixe o seu comentário





* campos obrigatórios.

X