Arquidiocese de Palmas

Jovem fabrica terços com balas de chumbinho para "salvar" seus amigos da Venezuela

Na cidade de Barquisimeto, na Venezuela, uma jovem católica decidiu enfrentar a crise que atinge o seu país fabricando terços com as balas de chumbinho usadas pela repressão policial do regime do presidente Nicolás Maduro.

Adriana López, que recolhe todos os dias as balas das ruas da sua cidade, assegurou nesse mês à TVVenezuela Notícias, que teme ver os seus amigos “lá fora e não saber se eles voltarão para casa” e, por isso, espera que esta “iniciativa muito boa do terço” os ajude a voltar sãs e salvos.

A fabricação dos terços é realizada junto com a sua avó: depois que a jovem recolhe as balas, esquenta uma agulha e perfura cada uma delas, em seguida introduz uma linha grossa para montar os terços.

“Você vê as balas de chumbinho e elas têm um grande significado. Representam cada uma das feridas que os jovens podem ter recebido”, acrescentou.

 

Na Venezuela, há dois meses não cessam os protestos ante a insustentável crise econômica, a grave escassez de alimentos e remédios; e as graves violações dos direitos humanos provocadas pelo governo.

No dia 1º de maio, o presidente Nicolás Maduro convocou a uma Assembleia Constituinte para alterar a Carta Magna promulgada por Hugo Chávez em 1999.

A medida foi fortemente respondida pela oposição que assinalou que a medida de Maduro se trata de um novo golpe de Estado e exortou a população a continuar os protestos pacíficos nas ruas.

Em várias ocasiões, o Papa Francisco mostrou publicamente a sua preocupação pelo país. Por exemplo, no dia 5 de maio, enviou uma carta aos bispos da Venezuela, na qual assegurava sentir uma profunda dor pela situação.

“Asseguro-lhes que estou acompanhando com grande preocupação a situação do povo venezuelano ante os graves problemas que atingem o país, e sinto uma profunda dor pelos confrontos e pela violência dos últimos dias, que provocaram numerosos mortos e feridos, e que não ajudam a solucionar os problemas, mas somente causam mais sofrimento e dor”, manifestou o Pontífice naquela ocasião.

 

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