Arquidiocese de Palmas

Liturgia – aprendizado.

Nessa ocasião Jesus celebrou a primeira missa. É importante notar que o Senhor pede que o cálice seja distribuído entre todos; é a partilha, a comunhão entre os presentes. Depois, Jesus diz “isto é”. Ele não disse isto representa ou significa, mas disse bem claramente “é”. Neste momento, no mundo inteiro é celebrada uma missa onde o pão é transformado no Corpo de Cristo e o vinho transformado em Seu Sangue, pelo poder do Espírito Santo.
O grande milagre
A Missa é a maior, a mais completa e a mais poderosa oração da qual dispõe o católico. Entretanto, se não conhecemos o seu valor e significado e repetimos as orações de maneira mecânica, não usufruiremos os imensos benefícios que a missa traz.
Lembremo-nos, antes de qualquer coisa, de que somos convidados especiais. Jesus convida a cada um de nós em particular para esta festa. Preparemo-nos, portanto, de um modo muito mais cuidadoso do que para qualquer outra festa, porque nesse caso o anfitrião é Deus em pessoa.
Ao entrar na Igreja, saibamos dar valor à graça de Deus que nos trouxe ao momento presente, abrindo nosso coração na certeza de que Deus nos ama. Ao entrar, é também importante persignar-se com água benta, pois essa é uma maneira de recordarmos o nosso Batismo e invocar a proteção e a bênção do Senhor.  

RITOS INICIAIS:

Saudação
Quando, ao se iniciar a missa, fazemos o sinal da cruz, significa que estamos na presença do Senhor e que compartilhamos de Sua autoridade e de Seu poder.

Ato penitencial:
E quando recitamos o Rito Penitencial, ficamos inteiramente receptivos à sua graça curativa: o Senhor nos perdoa, nos abrimos em perdão e estendemos a mão para perdoar a nós mesmos e aos outros.
Ao perdoar e receber o perdão divino, ficamos impregnados de misericórdia: somos como uma esponja seca que no mar da misericórdia começa a se embeber da graça e do amor que estão à nossa espera. É quando os fiéis em uníssono dizem: “Senhor, tende piedade de nós!”

Hino de louvor:
O Glória é um hino de louvor à Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo. No Glória (um dos primeiros cânticos de louvor da Igreja), entramos no louvor de Jesus diante do Pai, e a oração dEle torna-se nossa. Quando louvamos, reconhecemos o Senhor como criador e Seu contínuo envolvimento ativo em nossas vidas. Ele é o oleiro, nós somos a argila (Jer 18-6). Louvemos!
Nós temos a tendência a nos voltar para a súplica, ou seja, permanecemos no centro da oração. No louvor, ao contrário, Jesus é o centro de nossa oração. Louvemos o Senhor com todo o nosso ser, pois alguma coisa acontece quando nos esquecemos de nós mesmos. No louvor, servimos e adoramos o Senhor.

Oração:
Depois de uns segundos de silêncio, colocamos mentalmente no altar nossas intenções. O celebrante as acolhe abrindo os braços (Coleta, ou atitude de quem recolhe) e as entrega a Deus.

LITURGIA DA PALAVRA

A Palavra explicada, nosso compromisso com Deus, nossas súplicas e ofertas.
Primeira e segunda leitura
E quando se inicia a Liturgia da Palavra com a 1a. e a 2a. leitura, peçamos ao Espírito Santo que nos fale por intermédio dos versículos bíblicos: que as leituras sejam para nós palavras de sabedoria, discernimento, compreensão e cura.

Salmo responsorial:
Salmo Responsorial antecede a segunda leitura, é a nossa resposta a Deus pelo que foi dito na primeira leitura.

Evangelho:
Após a leitura do Evangelho, temos a Homilia, quando o sacerdote explica as leituras. É o próprio Jesus quem nos fala e nos convida a abrir nossos corações ao seu amor. Reflitamos sobre Suas palavras e respondamos colocando-as em prática em nossa vida.

Profissão de fé:
Em seguida, os fiéis se levantam e recitam o Credo. Nessa oração professamos a fé do nosso Batismo.

Oração da comunidade:
Ainda de pé rogamos a Deus pelas necessidades da Igreja, da comunidade e de cada fiel em particular. Nesse momento fazemos também nossas ofertas a Deus.

LITURGIA EUCARÍSTICA

Vem a seguir o momento mais sublime da missa: é a renovação do Sacrifício da Cruz, agora de maneira incruenta, isto é, sem dor e sem violência. Pela ação do Espírito Santo, realiza-se um milagre contínuo: a transformação do pão e do vinho no Corpo e no Sangue de Jesus Cristo. É o milagre da Transubstanciação, pelo qual Deus mantém as aparências do pão e do vinho (matéria) mesmo que tenha desaparecido a substância subjacente (do pão e do vinho). Ou seja, a substância agora é inteiramente a do Corpo, Sangue, a Alma e a Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, embora as aparências sejam a do pão e do vinho.

RITO DA COMUNHÃO
Pai-nosso, seja feita a Tua vontade e dai-nos a paz
Jesus nos ensinou a chamar a Deus de Pai e assim somos convidados a rezar o Pai-Nosso. É uma oração de relacionamento e de entrega. Ao nos abrirmos ao Pai, uma profunda sensação de integridade e descanso toma conta de nós. Como cristãos, fazer a vontade do Pai é tão importante para nosso espírito quanto o alimento é para nosso corpo.
Após o Pai-Nosso, o sacerdote repete as palavras de Jesus: “Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz”. Que paz é essa da qual fala Jesus? É o amor para com o próximo. Às vezes vamos à Igreja rezar pela paz no mundo, mas não estamos em paz conosco ou com nossas famílias. Não nos esqueçamos: a paz deve começar dentro de nós e dentro de nossas casas.
À mesa do Senhor recebemos o alimento espiritual

Comunhão
A hora da Comunhão merece nosso mais profundo respeito, pois nos tornamos uma só coisa em Cristo. E sabemos que essa união com Cristo é o laço de caridade que nos une ao próximo. O fruto de nossa Comunhão não será verdadeiro se não vemos melhorar a nossa compaixão, paciência e compreensão para com os outros.
Depois de comungar temos alguns preciosos minutos em que Nosso Senhor Jesus Cristo nos tem, poderíamos dizer, abraçados. Perguntemos corajosamente: Senhor, que queres que eu faça? E estejamos abertos para ouvirmos a resposta. Quantos milagres e quantas curas acontecem nesse momento em que Deus está vivo e presente em nós!

RITOS FINAIS 
Seguem-se a Ação de Graças e os Ritos Finais. Despedimo-nos, e é nessa hora que começa nossa missão: a de levar Deus àqueles que nos foram confiados, a testemunhar Seu amor em nossos gestos, palavras a ações.

PARAMENTOS E OBJETOS LITÚRGICOS

Casula:
É o traje usado pelo sacerdote durante as ações sagradas, usada geralmente nas Missas, Domingos, solenidades e festas. É usada sobre a túnica e a estola.

Túnica:
Geralmente de cor branca, é a veste dos acólitos e ministros eclesiásticos para as celebrações litúrgicas.

Amito:
Há padres que usam também o amito. É um pano branco que envolve o pescoço do celebrante. Veste-se antes da túnica ou da alva.

Estola:
É colocada pelo diácono no ombro esquerdo, como faixa transversal e pendente sobre os ombros pelo presbíteros e bispos. Caracteriza os ministros ordenados.
São de cores variadas, para serem usadas conforme a celebração.

Opa:
Roupa usada pelos ministros extraordinários da eucaristia.

Cálice:
É a taça onde se coloca o vinho que vai ser consagrado.

Patena:
É um prato onde são colocadas as hóstias para a consagração.

Sanguinho:
É um pequeno pano utilizado para o celebrante enxugar a boca, os dedos e o interior do cálice, após a consagração.

Corporal
Pano quadrangular de linho com uma cruz no centro; sobre ele é colocado o cálice, a patena e a âmbula (*) para a consagração.

(*) Hóstia da consagração.

Pala:
Cobertura quadrangular para o cálice.

'Manustérgio:
Toalha usada para purificar as mãos antes, durante e depois do ato litúrgico.

Teca:
Pequeno recipiente onde se leva a comunhão para pessoas impossibilitadas de ir à Missa.

Galhetas;
São os recipientes onde se coloca a água e o vinho para serem usados na Celebração Eucarística.

Missal:
É um livro que contém o ritual da missa, menos as leituras.

Crucifixo:
Fica sobre o altar ou acima dele, lembra a Ceia do Senhor é inseparável do seu Sacrifício Redentor. Na Ceia, Jesus deu aos discípulos o "Sangue da Aliança, que ia ser derramado por muitos, para o perdão dos pecados"

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Ostensório:
Objeto utilizado para expor o Santíssimo, ou para levá-lo em procissão. Também é conhecido como custódia.

Ambão:
Estante onde é proclamada a palavra de Deus.

Lecionários:
Livros que contém as leituras da missa. Lecionário ferial: contém as leituras da semana; lecionário santoral: contém a leitura dos santos, lecionário dominical: contém as leituras do Domingo.

Turíbulo:
Recipiente de metal usado para queimar o incenso.

Incenso:
Resina de aroma suave. Produz uma fumaça que sobe aos céus, simbolizando as nossas preces e orações à Deus.

Naveta
Objeto utilizado para se colocar o incenso, antes de queimá-lo no turíbulo

Altar:
Mesa onde se realiza a ceia Eucarística; ela representa o próprio Jesus na Liturgia. O altar é o próprio cordeiro crucificado.

Velas:
Sobre o altar ficam duas velas. A chama da vela simboliza a fé que recebemos de Jesus, Luz do Mundo, no batismo e na confirmação. É sinal de que a missa só tem sentido para quem vive a fé.

Vinho:
É vinho puro de uva. Assim como o pão se converte no verdadeiro Corpo de Cristo, também o vinho se converte no verdadeiro Sangue do Senhor, vivo e ressuscitado.

 Cíngulo:
É um cordão que prende a alva ou a túnica à altura da cintura. Simboliza a vigilância, lembrando as cordas com as quais Jesus foi amarrado.

 Cores Litúrgicas:
As diferentes cores das vestes litúrgicas visam manifestar externamente o caráter dos mistérios celebrados, e também a consciência de uma vida cristã que progride com o desenrolar do ano litúrgico. No princípio havia uma certa preferência pelo branco. Não existiam ainda as chamadas "cores litúrgicas". Estas cores foram fixadas em Roma no século XII. Em pouco tempo os cristãos do mundo inteiro aderiram a este costume.

BRANCO:
Usado na Páscoa, no Natal, nas Festas do Senhor, nas Festas de Nossa Senhora e dos Santos, exceto dos mártires. Simboliza alegria, ressurreição, vitória, pureza e alegria.

VERMELHO:
Lembra o fogo do Espírito Santo. Por isso é a cor de Pentecostes. Lembra também o sangue. É a cor dos mártires e da sexta-feira da Paixão.

VERDE:
Se usa nos domingos do Tempo Comum e nos dias da semana. Está ligado ao crescimento, à esperança.

ROXO:
Usado no Advento e na Quaresma. É símbolo da penitência e da serenidade. Também pode ser usado nas missas dos defuntos e na confissão.

PRETO:
É sinal de tristeza e luto. Hoje é pouco usado na liturgia.

ROSA:
O rosa pode ser usado no 3º domingo do Advento (Gaudete) e 4º domingo da Quaresma (Laetare).
 
 

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