Arquidiocese de Palmas

Membros do Regional Norte 3 discutiram a segunda fase do Projeto Cáritas com representante Francês

Na manhã de quinta-feira, 27, três Dioceses que compõem o Regional Norte 3, Palmas, Tocantinópolis e Miracema, se reuniram com o representante da Cáritas francesa para discutir acerca dos projetos que serão realizados na segunda fase com as Cáritas Diocesanas.

Conforme o representante da França, Luís Fernando, essa troca proporciona melhor esclarecimento e condução dos projetos. “As dinâmicas que os grupos criam nos projetos são a riqueza, os detalhes que ás vezes não é percebido nos relatórios e que são indispensáveis para o entendimento e visão do que está sendo realizado. Além disso, o trabalho conjunto das três Cáritas é fundamental, fortalece. Logo isso empodera as comunidades e mostra o verdadeiro espirito do evangelho, que é compartilhar”, afirmou.

O Arcebispo Metropolitano de Palmas e presidente do Regional Norte 3, Dom Pedro Brito Guimarães, citou alguns pontos principais do projeto, que são: o empoderamento das Cáritas e a formação dos beneficiados. “Temos sempre o cuidado de quando realizamos uma ação que ela chegue a quem foi destinado. Ao aplicar os recursos corretamente não deixamos acontecer como nos projetos governamentais”, explicou Dom Pedro.


Os participantes explicaram sobre algumas dificuldades que são enfrentadas e sobre as populações que são atendidas, entre eles os ribeirinhas, quilombolas, indígenas, extrativistas e afins. Além de mostrar a realidade vivida pela organização e enfatizar a falta que faz a implantação de políticas públicas para essas comunidades.

Há lugares em que os serviços do governo não chegam e a Igreja presta a assistência necessária, principalmente por meio das pastorais. Assuntos como suicídio, violência doméstica e uso de agrotóxicos são abrangidos e discutidos entre os membros das organizações da Igreja para que ações efetivas sejam realizadas, em busca de inibir a prática dos abusos. Desta forma, o incentivo e apoio das Cáritas é essencial.

Maria Istélia, articuladora regional, explicou que a diocese está dentro dessa realidade. “A Cáritas é uma esperança pra comunidade, promove qualidade de vida para pessoas. Muitos já foram beneficiados pelos nossos projetos, e nesta segunda fase queremos fazer muito mais”, explica.

O bispo de Tocantinópolis, dom Giovane Pereira de Melo, explicou que a experiência desse projeto fortaleceu muito a Cáritas diocesana. Apesar das outras dioceses já terem uma caminhada mais consolidada, Tocantinópolis começou a dar passos significativos a partir do Projeto Caminho das Águas. “Com o projeto eu acho que a gente começou a dar passos mais importantes. Realizamos formação de agentes Cáritas, voluntários e os que foram beneficiados com as tecnologias. A importância dos fundos rotativos é que potencializa as pessoas a serem sujeitos das formações. Desenvolvem um pequeno projeto de renda e vai dando autonomia e autoestima a elas. São projetos que privilegiam a coletividade. Seja projeto de renda ou tecnologia”, argumentou.

Até o próximo dia 07 de março serão realizadas visitas aos novos empreendimentos que receberão os benefícios da Cáritas francesa e outras discussões serão feitas, bem como novos encaminhamentos.

Participaram também da reunião o Diácono Admilson Rodrigues, articulador regional da Caritas brasileira, Bruno, secretário do Regional e João Paulo, Secretariado Nacional e coordenador da Comissão Nacional da Convivência com os Biomas.

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