Arquidiocese de Palmas

Missas nas paróquias de Palmas misturam sotaques da missão

A Igreja no Brasil vive e respira a Missão através dos mais de 600 participantes do 3º Congresso Missionário Nacional (3º CMN) que acontece em Palmas (TO), desde o dia 12. Para além da dedicação dos organizadores, a realização de tão grande evento foi possível graças à generosidade das famílias da capital tocantina que abriram as portas de suas casas para acolher os congressistas em mais de 20 paróquias da Arquidiocese. Na noite deste sábado, 14, os sotaques se misturaram nas celebrações realizadas nessas paróquias quando missionários e missionárias de todo o Brasil se reuniram com os fiéis das comunidades locais.

As famílias das paróquias N. S. do Carmo e Santa Teresinha do Menino Jesus acolheram os congressistas do estado do Paraná, que compõe o Regional Sul II da CNBB. “É uma experiência fantástica, uma surpresa agradável”, comenta Pedro Lang, coordenador do Conselho Missionário Regional – COMIRE Sul II da CNBB. “Essa é a melhor parte da missão. Ser acolhido nesse espírito na nossa Igreja que celebra e vive essa espiritualidade”, afirmou.

A missa foi presidida por Dom Sérgio Arthur Braschi, bispo de Ponta Grossa – PR; presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Missionária e Cooperação Intereclesial da CNBB. Concelebraram ainda, Dom João Bosco, bispo de União da Vitória – PR e uma dezena de padres.

Padre Edson Fernandes coordenador da secretaria do Congresso é pároco na Paróquia Santo Antônio que hospedou os missionários do estado do Piauí, Regional Nordeste I. “Acolher é uma experiência que ajuda a entender o que acontece na Igreja, pois corremos o risco de nos fecharmos nos nossos problemas. Acolher alguém que vem de fora mostra que a nossa Igreja vai além da nossa Paróquia ou diocese. Esse Congresso Missionário mostrou a Igreja de todo o Brasil e além-fronteiras. Evangelizar é atuar em todo o mundo”, sublinhou padre Edson. O padre explicou que sendo Palmas uma cidade muito recente, ainda não tinha passado pela experiência de acolher gente de fora. A missa ali celebrada foi presidida por dom Eduardo Zielski, bispo de Campo Maior – PI, e concelebrada por outros dez sacerdotes.

 

A senhora Noeli Salgado Moreira, ministra extraordinária da Eucaristia, disse estar feliz pela oportunidade de participar da missa com visitas do nordeste. “Graças a Deus estamos muito satisfeitos em poder rezar e celebrar com esses missionários”, revelou ela, enquanto organizava os último detalhes para o ofertório.

As famílias do Santuário N. S. de Fátima, na região central da cidade, acolheram os congressistas dos estados da Amazônia e Roraima. Nessa paróquia presidiu a missa o bispo de São Gabriel da Cachoeira – AM, dom Edson Damian que agradeceu a comunidade em uma das 18 línguas faladas pelas 26 etnias indígenas em sua diocese, situada na fronteira com a Colômbia. O município é o único no Brasil que, além do português, tem outras três línguas oficiais.

Para Dom Edson, o que mais impressiona é o testemunho dos leigos e leigas. “Fiquei encantado com a disponibilidade que muitos leigos e leigas têm para irem à Missão além-fronteiras e ad gentes, e também na Amazônia”. Ele conta que já pediu a um bispo que havia ordenado muitos padres para que enviasse dois à Amazônia. Mas, mesmo diante do apelo do seu bispo, e das vantagens oferecidas, nenhum deles se dispôs a partir. “Contei isso aos leigos para que ajudassem a despertar o espírito missionário em suas dioceses, para que mais padres se disponham a servir a Amazônia”, revelou.

O Evangelho do dia recordou o envio dos primeiros discípulos. “Jesus continua a chamar e enviar discípulos hoje. O novo nome dos cristãos católicos na América Latina é discípulos missionários. Somos todos chamados e enviados”, refletiu o bispo em sua homilia, e explicou os três momentos no itinerário missionário: “da dispersão ao discipulado, do discipulado à comunhão e da comunhão à Missão”, concluiu.

Na avaliação do padre Josenildo Filomeno da Silva, pároco do Santuário. “As famílias estão bastante entusiasmadas. Embora elas não estejam habituas a isso, nós não tivemos nenhuma dificuldade em acolher”, explicou.

Após a missa, as famílias ofereceram uma confraternização aos missionários e missionárias, que ao mesmo tempo, puderam conhecer um pouco da história da jovem cidade de Palmas, fundada a 05 de outubro de 1988.

O 3º CMN encerra suas atividades, neste domingo, 15, com uma missa presidida por dom Pedro Brito Guimarães, arcebispo de Palmas – TO

Deixe o seu comentário





* campos obrigatórios.

X