O domingo de Ramos é a celebração que inicia a Semana Santa. Nesse dia, a Igreja Católica recorda a entrada de Cristo em Jerusalém para realizar seu mistério pascal, que foi sofrer, morrer e ressuscitar para nossa salvação. Toda celebração de Ramos é voltada para contemplar o amor de Cristo, revelado em sua paixão e morte. Neste ano, será celebrada no dia 14 de abril em várias Paróquias da Arquidiocese de Palmas.

Conforme o Padre Waldeon Reis, Pároco da Igreja Nossa Senhora Aparecida (Taquaralto), a oração celebrada do dia explica que “o Pai, para dar-nos o exemplo de humildade quis que seu filho, nosso salvador, se fizesse homem e morresse na cruz”, contou. 

Para explicar melhor, Pe. Waldeon faz alusão a carta aos Filipenses, segunda leitura da missa, onde diz que “Jesus Cristo é encontrado com aspecto humano e humilhou-se a si mesmo, fazendo obediente até a morte”, e por isso a cor utilizada na celebração é o vermelho, “que expressa o martírio à entrega da vida por amor”, ressaltou. 

 

Significado da Procissão de Ramos

Todas as pessoas que participam da missa são convidadas a levar um ramo, podendo ser um galho de qualquer espécie de árvore, para expressar o que aconteceu naquele dia, quando Jesus entra em Jerusalém montado em um jumento, e é aclamado pelo povo como Rei, mesmo sabendo que seria crucificado para cumprir o projeto do Pai, que é entregar sua vida em amor a nós.

A celebração de domingo de Ramos é voltada para a humildade e para o real amor de Deus à seu povo, que é sincero e fiel. Também nos ensina que seguir o Cristo é renunciarmos a nós mesmos, morrermos na terra como o grão de trigo para poder dar fruto, enfrentar os dissabores e ofensas por causa do Evangelho do Senhor. 

Na Carta aos Filipenses, segunda leitura da Missa, diz que “ele, o filho de Deus esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo para nos salvar”, ensinando-nos que somente a entrega da própria vida pode expressa o amor. 

 “Deus para nos salvar, para se aproximar de nós e comunicar o seu amor, teve que se abaixar, sair da sua condição de onipotência, estando conosco, sofrendo e morrendo para nos dar a graça de ressuscitarmos com ele. Por isso, a humildade é um processo de descida e subida. Quando nos colocamos diante das pessoas, para que sejamos instrumentos de salvação, primeiro temos que descer, ter compreensão e paciência com elas, para comunicar o amor, a humildade e generosidade de Deus”, elucida o Padre.