Celebramos neste sábado, 4 de agosto, a festa de São João Maria Vianney, proclamado o padroeiro dos padres e das demais pessoas que servem os ensinamentos de Deus, pelo Papa Pio XI, em 1929. A comemoração, conhecida no Brasil como “Dia do Padre”, nos dá a oportunidade de expressar a grande importância que esses sacerdotes consagrados tem nos pilares religiosos. Os padres diocesanos estão ligados diretamente ao bispo de sua diocese e tem como missão cuidar de seus paroquianos. 

Na igreja católica, a figura do padre é considerada semelhante a de um pai, que intercede por seus filhos em nome de Deus e Jesus Cristo. Sua missão é construir comunidades, entender a alma humana e perdoar os pecados, evangelizar, unir e alimentar a comunidade pela Eucaristia. São verdadeiras testemunhas da fé, por sua oração, sacrifício e coragem cristã. Desde os tempos antigos, os padres sempre tiveram muita influência junto à sociedade, trilhando uma jornada de estudos em prol do conhecimento para receber a ordenação e seguir sua vocação, segundo a vontade da Santa Trindade.

Sobre São João Maria Vianney
Nasceu em Dardilly, no ano de 1786, camponês, de família simples e religiosa. Desde de criança, percebia-se sua vocação para o sacerdócio. Era um cristão íntimo de Jesus Cristo, servo de Maria e de grande vida penitencial. Conseguiu chegar ao sacerdócio graças ao chamado e piedade de Cristo, pois não acompanhava intelectualmente as exigências do estudo do Latim, Filosofia e Teologia da época. Ajudado por um antigo amigo vigário, conseguiu tornar-se sacerdote e aceitou ser pároco na pequena aldeia “pagã”, chamada Ars. Cumpriu sua vocação por 40 anos, permanecendo, por vezes, 18 horas dentro de um confessionário alimentando-se apenas de batata e pão. Dessa forma, São João Maria Vianney, que viveu até aos 73 anos, tornou-se para o povo não somente exemplo de progresso, mas também um exemplo de santidade, de dedicação e perseverança na construção do caminho da salvação. Como padre teve tudo de homem e ao mesmo tempo tudo de Deus.