Arquidiocese de Palmas

Artigos › 19/02/2019

O arcebispo e o pálio

No dia 29 de junho receberei, das mãos do Papa Bento XVI, o sagrado Pálio arquiepiscopal, juntamente com outros arcebispos metropolitas de vários países do mundo, na solene celebração dos Apóstolos Pedro e Paulo na Patriarcal Basílica Vaticana, em Roma.

É significativo que a entrega do pálio seja feito todos os anos exatamente na comemoração de São Pedro e São Paulo. Eles nos deram os primeiros frutos da fé. Graça a isto ainda hoje vivemos desta mesma fé. A nossa missão, enquanto arcebispos, consiste exatamente em transmitir, de geração em geração, esta "herança apostólica".

Jesus Cristo associa a si, neste suave jugo, os pastores postos à frente de cada uma das Igrejas particulares. É o "peso de amor", também dito "ofício de caridade" (amoris officium), que os arcebispos exercem em nome de Cristo. Jesus, de fato, é o verdadeiro pastor do rebanho; o rebanho é seu; nós somos seus colaboradores. Aqueles que se aproximam das ovelhas serão reconhecidos como legítimos pastores na medida em que se apresentarem em nome dele, e não em nome próprio, e com os sentimentos dele em relação ao rebanho.

O pálio, entregue aos arcebispos, tem este significado sugestivo: um laço estreito de união com o Papa, Pastor universal e visível do rebanho e de fidelidade ao seu Magistério na Igreja: todos unidos num só coração e numa só missão. Foi Pedro, de fato, que recebeu de Jesus o encargo de "apascentar minhas ovelhas". O pálio é sinal do encargo pastoral entregue aos arcebispos. O pálio ainda é sinal distintivo da responsabilidade própria do arcebispo metropolita no âmbito de sua província eclesiástica. De fato, o Direito da Igreja reserva algumas funções próprias ao arcebispo metropolita, em razão da unidade da fé e da missão.

Como fizeram Pedro e Paulo, no início do cristianismo, a Igreja continua a fazer também hoje a mesma missão. Rezemos, com o papa e, ao seu convite, para que, pela intercessão dos santos Pedro e Paulo, a Igreja seja una na profissão da mesma fé, santa pela vida dos seus filhos, católica pela acolhida desta fé por todos os povos e apostólica pela sua íntegra fidelidade ao fundamento posto pelo Senhor, de ser e de fazer discípulos missionários, a fim de que o mundo creia em Jesus Cristo. Amém!

Dom Pedro Brito Guimarães,

Arcebispo de Palmas

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