Arquidiocese de Palmas

Pe. Martins, o padre das Aldeias Xerente no Tocantins.

Perguntamos ao padre Martins  como aconteceu seu despertar para a vocação, onde foi, porque decidiu responder  SIM?

Pedimos que nos explicasse o sentimento de ser padre, que definisse suas motivações ao levantar  todo dia e sair em  missão e por fim que nos dissesse, na sua opinião, como ser um bom padre.

Pe Martins :  Sou filho de  Sabina Rodrigues e Manoel  Messias Putêncio.

Nasci do dia 29 de maio de 1973 na fazenda Sítio Novo em Rio Sono TO.

A minha vocação começou com a vida religiosa de minha família. Minhas avós perguntavam se eu queria ser padre. Sem conhecer fui saber o que era isso e respondi que sim o que deu  muita alegria a família toda,  que sempre comemorava minha resposta positiva.

Minha mãe e meu pai também passaram a sonhar com esse ministério e assim fui alimentado a vocação.

Por muitas vezes escutei  essa pergunta:

o que você vai ser quando crescer?

E a resposta era a mesma:

__padre!

Com o passar do tempo eu fui crescendo e tomando consciência das coisas, na escola eu comecei a fazer a catequese e a servir a Igreja.

Meu  primeiro trabalho para Deus foi fechar os vidros da igreja e  recolher os folhetos no final da celebração aos domingos , logo eu estava no grupo de jovens ,  em seguida na pastoral da catequese e por fim nos encontros vocacionais em Miracema.

 Foi quando eu tive que tomar uma decisão e assim entrei no seminário para me preparar e ser padre.

Sinto muita alegria, pois é muito bom ser padre e  estar a serviço  do Reino de Deus  levando a Boa Nova às pessoas.

O amor é quem me leva para a missão de cada dia. Ser amor para as pessoas é excepcional, é fantástico!  Nada supera tamanha graça do Altíssimo nosso Deus.

Um dia na estrada com os índios,  acompanhando as negociações para liberação da via de acesso entre Tocantinia e Palmas,  uma índia pediu:

 "Padre reze por nós… pede Wptokwa Zawre para cuidar de nós".

Isso vale mais que milhões em minha conta no banco, porque representa para que eu fui chamado por Deus a ser padre.

A Índia me convidou a fazer  minha obrigação sacerdotal:

Pedir à Deus por todos.

Para mim,  ser um bom padre  é ser amor para com todos sem exceção e deixar ser amado por todos, levar a palavra de Deus com a vida e vivendo-a no dia a dia sem restrição e por fim alimentar o povo com o PÃO VIVO decido do céu, morrendo para que todos tenham vida.

Não é fácil , mas é muito bom ser padre. 

"Deus Nosso Pai,  obrigado por ter me escolhido para seu serviço.

 Peço perdão por não ser um filho  como o Senhor merece.

 Misericórdia."

                                                                                                    Pe. Martins Rodrigues Putêncio.

                                                                                                         Missão Xerente/Tocantinia

Deixe o seu comentário





* campos obrigatórios.

X