Arquidiocese de Palmas

Prefeitura de Pamplona se nega a retirar mostra de arte contendo foto realizada com hóstias consagradas roubadas

MADRI, 30 Nov. 15 / 06:03 pm (ACI).- O Plenário do governo municipal da cidade de Pamplona, Espanha, onde ocorre uma mostra de arte na qual se exibe uma foto feita com hóstias consagradas roubadas, decidiu não suspender a exposição sacrílega de Abel Azcona, o fotógrafo que escreveu com as 242 hóstias que roubou a palavra pederastia.

Segundo declarações ao Grupo ACI, Polonia Castelhanos, porta-voz do grupo Abogados Cristianos  (Advogados Cristãos, em português), depois da sessão plenária, “a Prefeitura insistiu para o autor retirar as obras, mas não será a Prefeitura quem as retire”.

Esta foi a segunda ocasião em que a Prefeitura pediu a Azcona a retirada da exposição, sem ter até agora nenhuma resposta por sua parte.

Enrique Maia, membro e porta-voz do Unión del Pueblo Navarro, um grupo que busca o fim da exposição, qualificou como uma ofensa o debate sobre quem tem a responsabilidade de retirar a exposição. Ele defende que o dever de fechar a exposição é da prefeitura, através da sua Secretaria de Cultura, que foi o órgão que permitiu a realização da mostra.

 

Por sua parte, a atual comissária de Cultura, Maider Beloki assegurou que "grupos ultra e fundamentalistas religiosos se aproveitaram para lançar uma campanha política contra a prefeitura e seu prefeito" a fim de “limitar a liberdade de expressão e ocultar realidades muito duras que se escondem atrás da polêmica".

“Queremos saber o que acontecerá se este senhor não retirar as obras como a Prefeitura pediu, porque este comportamento pode incitar à desobediência civil. Até que ponto a Prefeitura terá que se manifestar? Nada se cumpre, não acontece nada”, aponta Castellanos a ACI Digital.

Desta maneira, o grupo de Advogados também afirma que a moção apresentada na segunda-feira passada contra Abel Azcona pela violação de dois pontos do Código Civil espanhol relacionados com a liberdade religiosa e o respeito aos sentimentos religiosos, poderia estender-se à Secretária de Cultura, Maider Beloki, “que além disso esteve presente na inauguração da exposição blasfema”.

“Se depois da resolução do plenário da Prefeitura a exposição continua, ampliaremos o processo. Há uma responsabilidade evidente da Prefeitura”, assegura Castellanos.

Este grupo advogados cristãos também está estudando a relação do prefeito Joseba com este delito no grau de “cooperação necessária”. “Parece que o prefeito quer ficar bem com todos, mas não se pode estar de acordo com quem comete delitos”, precisa a porta-voz da associação.

Na quarta-feira passada, foram celebradas missas de reparação e desagravo nas catedrais de Pamplona e Tudela.

Apesar de terem advertido explicitamente que a comunhão se repartiria na boca e que todos deveriam consumir as hóstias perante o sacerdote, Abel Azcona assegurou através do Twitter que pessoas que foram a estas missas roubaram outras 32 hóstias consagradas, embora não haja maneira de comprovar se esta informação é certa.

Além disso, várias igrejas da cidade da Pamplona apareceram com pichações insultantes. Entre elas se podia ler “Opus Kanpora”, (kanpora significa “fora” em idioma basco) e “Igreja hipócrita”. Apesar de estas paróquias não terem nenhuma relação com o Opus Dei.

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