Arquidiocese de Palmas

Artigos › 19/02/2019

Sou + Palmas

“SOU MAIS PALMAS: DIA ARQUIDIOCESANO”

 

Dom Pedro Brito Guimarães,

Arcebispo de Palmas

 

Se olharmos bem, no calendário civil, há um dia para cada coisa, cada instituição e cada entidade. Uma forma carinhosa e cuidadosa de homenageá-las pelos relevantes serviços prestados à comunidade e à sociedade.

A Igreja de Jesus Cristo, que está aqui na Arquidiocese de Palmas, também tem e celebra o seu dia: “Dia Arquidiocesano: Sou mais Palmas!” Como nasceu a ideia deste Dia? Uma pessoa, da sociedade, me procurou para se queixar que a nossa Igreja, apesar da sua presença e do seu serviço prestado a esta cidade, desde o dia em que ela nasceu, não possui visibilidade tanto quanto outras que não tem esta capiralidade: não se impõe, não mostra a que veio, o que é, o que tem, o que faz e o que espera.

Com base nesta constatação, formatamos o Dia Arquidiocesano como oportunidade de mostrar à sociedade palmense e tocantinense a nossa cara, o nosso jeito, a nossa força, os nossos projetos, as nossas potencialidades, bem como as nossas fraquezas e carências. Assim nasceu o Dia Arquidiocesano.

Somando a isto, surgiram mais duas finalidades para embelezar e enriquecer ainda mais o Dia Arquidiocesano: primeiramente, reunir as forças vivas para confraternizar, sentar juntos, “papear”, compartilhar, condividir, celebrar e apreciar os trabalhos que os outros realizam, em prol do corpo, da lavoura e da construção de Deus (1Cor 3,9), que é a Igreja. Nossa missão é tocar nas feridas vivas de Cristo e suavizar as lágrimas e os sofrimentos humanos, pelas lições que provém do evangelho de Jesus, como no dizer do papa Francisco: “o amor de Cristo é um amor que não olha o preço e o custo. Esta é a lição do bom samaritano. Esta é a lição de Jesus”.

Outra finalidade, não menos importante, é arrecadar recursos para os projetos sociais e pastorais desenvolvidos, ao longo do ano, pelas pastorais e pelos serviços e organismos eclesiais. Evangelizar, como qualquer outra atividade humana, custa caro. Toda ação pastoral tem um preço embutido. E como tudo, neste nosso país, aumenta, o preço com a evangelização também tem aumentado consideravelmente. De graça, só a vida e a graça de Deus. O resto, custa muito caro.

Por estes e por outros motivos, celebraremos, no dia oito de agosto, o nosso “Dia Arquidiocesano: Sou mais Palmas!” Alguns, por muitas razões, preferem outras cidades, talvez mais bonitas, mais atrativas e mais amenas para morar e viver. Eu, no entanto, prefiro Palmas, aliás, “sou mais Palmas! E gostaria de convidá-lo para formar comigo este time: “mais Palmas” na vida e na missão. O grande problema da Igreja Católica é o grau de pertença de muitos de seus membros. Muitos se dizem Igreja, mas não participam de suas alegrias e esperanças, de suas dores e de seus sofrimentos. Vamos, pois, apertar os laços que nos unem, neste Dia Arquidiocesano.

Os mais críticos e, por vezes, mais pessimistas, afirmam que este tipo de evento não dá visibilidade e nem resultado positivo. Acho que todos conhecem as quinze doenças, diagnosticadas pelo papa Francisco, que minam, contaminam e engessam o tecido e as redes eclesiais. A este propósito, ele afirma: “Seria bonito pensar na Cúria Romana como um pequeno modelo da Igreja, como um corpo que cuida seriamente e cotidianamente de estar mais vivo, mais saudável, mais harmonioso e mais unido com Cristo. Mas, uma Cúria que não faz autocrítica, que não se atualiza, que não trata de melhorar sempre, é um corpo doente”. Com certeza tais anomalias são naturalmente perigos para cada cristão, Igreja, comunidade, congregação, paróquia ou movimento religioso, em qualquer lugar, espaço e estado em que se encontra.

Qual é então o remédio? E por que não nos curamos dessas debilidades? Não seria por causa da fraqueza da fé? Jesus, a este propósito, afirma: “se vós tiverdes fé do tamanho de uma semente de mostarda, direi a esta montanha: ‘vai daqui para lá e ela irá. E nada vos será impossível” (Mt 17,20b).

Portanto, passe lá, confirme e comprove o que estamos afirmando. Até lá, se Deus quiser! 

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