Arquidiocese de Palmas

Uma história de fé e vocação.

Neste domingo (9) em homenagem aos 83 anos de vida do Monsenhor Rui Cavalcante Barbosa, será¡ realizado um almoço no Centro Social Padre Alcídes, localizado na 308 sul, Al. 04, APM 11, onde haverá celebração com o Arcebispo, Dom Pedro Brito Guimarães,  às 11 horas e em seguida um almoço  às 12 horas.

Por este motivo estivemos na residência do Monsenhor para conversarmos sobre este momento e recordarmos um pouco de sua história

Rui Cavalcante Barbosa, nascido em Corrente, cidade do interior do Piauí, foi pioneiro no Estado do Tocantins e sempre defendeu os menos favorecidos por onde tenha passado, sendo exemplo de determinação e perseverança

Licenciado em Filosofia pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Mogi das Cruzes em São Paulo, foi professor em diversas instituições do estado e fundou um dos estabelecimentos de ensino mais importantes do Tocantins, o Colégio Joõo XXIII, no Município de Colina.

Ele nos contou que chegou em Porto Nacional na década de 1950 para estudar no seminário menor a convite do Bispo Dom Alano Marie Du Noday, após 21 dias montado num jumento.

Monsenhor Rui foi, na época, um das dezenas de padres "Curraleiros" ordenados pelo Bispo Francês.

Em sua simplicidade e sabedoria, Monsenhor não deixa de afirmar sua devoção e envolvimento com o  Movimento dos Focolares ( https://pt.wikipedia.org/wiki/Movimento_dos_Focolares) no qual diz ter pautado toda sua vida pessoal e sacerdotal. Ele nos contou ter se questionado, em determinado momento, sobre o seus ideais e que a exemplo de Chiara Lubich, fundadora do movimento, perguntou-se :"qual seria o ideal que as bombas não destroem ?"

 Naquela ocasião, Monsenhor declarou que achava que o evangelho era fraco, mas percebeu através das atitudes de Cheara Lubich, que não era o evangelho que era fraco, mas sim o seu testemunho. A partir de então focou sua vida sacerdotal e hoje afirma : " O verdadeiro ideal é Deus, se eu colocar Deus em primeiro lugar na vida, alcançarei meu ideal e se não fosse esta máxima eu não teria gás suficiente para levar a diante a missão sacerdotal".

Ao falar sobre sua infância e como foi que contribuiu para que se tornasse um sacerdote, ele afirmou:

"Nossa vida era de muita pobreza…uma pobreza honesta e durante minha adolescência eu tive contato com o sentido comunitário da vida, porque nossa comunidade tinha muito engajamento espiritual e devoção a Nossa Senhora da Conceição."

Para encerrarmos nossa visita perguntamos-lhe: o que é preciso para ser um bom sacerdote?

E ele respondeu:

" Na minha experiência o que determina um bom sacerdote é fazer uma escolha de Deus, colocar Deus em primeiro lugar em sua vida€; e ainda acrescentou:. "O mundo de hoje não quer saber de padre sabido, mas de um homem que seja verdadeiramente evangelho …e aí­ ele encontra o ideal do evangelho vivido que o faz perseverar pelas estradas da vida".

Pedimos uma frase e ele nos deixou duas:

"O mundo pertence a quem mais ama e sabe dar prova disso".

"O Importante não é montar uma estrutura pesada, mas o ideal é descobrir e colocar Deus em primeiro lugar."

Monsenhor Rui tem hoje 82 anos e foi condecorado no grau de grande oficial da ordem do méito Tocantins em 2012, pelo então governador Siqueira Campos (PSDB).

 

 

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