Vicariato dos Bens Temporais – app

I. ILUMINAÇÃO
1. A criação do Vicariato para os Bens Temporais da Arquidiocese de Palmas está respaldado pelo que é descrito no Código de Direito Canônico, Livro V, cân.1254 a 1310. 2. “Os bens temporais que a Igreja possui destinam-se ao seu objetivo que é o culto divino, o apoio para o Clero, o apostolado e obras de caridade, especialmente para os mais necessitados. A Igreja sente a responsabilidade de prestar a máxima atenção na administração dos seus recursos econômicos sempre a serviço desses propósitos. É por esta razão que a Santa Sé presta especial atenção para assegurar a gestão de sua riqueza” (Papa Francisco, Motu Proprio “Os Bens Temporais” (04/07/2016)
II. DECISÃO

Em memória aos dez anos do Documento de Aparecida, iluminado pelo Motu Proprio do papa Francisco, “Os Bens Temporais”, com base no Ano da Bíblia e nas Prioridades Pastorais, Pastoral de Conjunto e Laicato, na Arquidiocese de Palmas, Pastoral de Conjunto e Laicato, tendo ouvido o povo de Deus e o Conselho Episcopal, pareceu bem o Espírito Santo e a nós, na missão que me é confiada, criar e instalar, com abrangência para toda a Arquidiocese de Palmas, o Vicariato para a Administração dos Bens Temporais, por meio do Decreto.

III. A MISSÃO

O VICARIATO PARA ADMINISTRAÇÃO DOS BENS TEMPORAIS (VBT) TEM AS SEGUINTES MISSÕES:

A. Administrar os Bens Temporais, materiais e imateriais, tais como: móveis, imóveis, patrimônios históricos, artísticos e culturais, festas, eventos, acervos, símbolos, publicações, fotos, documentários e similares.
B. Ser o órgão da Gestão Eclesial, da transparência e responsabilidade para com os bens eclesiais.
C. Ser órgão curador da Plataforma da Arquidiocese de Palmas e do cuidado com a presença pública da Igreja na sociedade tocantinense.
D. Trabalhar em redes, em parceria e comunhão com o Economato, o Conselho Arquidiocesano de Assuntos Econômicos, bem como dos outros Vicariatos, respeitando as especificidades dos mesmos.
E. Ajudar na elaboração de projetos para captação de recursos para as necessidades tanto da administração arquidiocesana como para as administrações paroquiais.
F. Gerenciar o Projeto de interajuda solidária às paróquias mais pobres.
G. Elaborar, aprovar e cumprir o orçamento anual.

IV. ÁREAS DE ABRANGÊNCIA E DE ATUAÇÃO

Suas áreas de ação e de articulação é o território da Arquidiocese de Palmas.

V. COMPOSIÇÃO

O VABET é composto pelos seguintes membros que serão também membros do Conselho Econômico Arquidiocesano:

A. Presidência: Dom Pedro Brito Guimarães, arcebispo de Palmas, princípio visível e fundamental da unidade na Igreja Particular (LG 23), pela força sacramental do seu caráter episcopal, é o “primeiro servidor” e responsável por toda ação evangelizadora e pastoral, respondendo também pela organização pastoral e administrativa de toda a Arquidiocese.

B. Vigário: Padre Eduardo Augusto Zanom
C. Secretaria:
D. Ecônomo: Pe. Sérgio Ramos
E. Assessoria de Comunicação: AW7 Comunicação e Marketing
F. Tesouraria (Contador): Dalmi
G. Três conselheiros que sejam profissionais ligados às áreas do Direito, Contabilidade, Empreendedorismo, Administração ou áreas afins.

VI. DURAÇÃO E REUNIÕES
1. A duração dos mandatos de todos os membros do VBT será de 4 anos, coincidido com o mandato dos outros Vicariatos. 2. Os membros VBT se reunirão, ordinariamente, uma vez por mês, e extraordinariamente, quando se fizer necessário, para oração, estudo, planejamento e avaliação, em estreita comunhão com as orientações do arcebispo.
VII. CONSIDERAÇÕES FINAIS
1. No VBT o arcebispo deposita sua confiança e, junto com ele, coordena e supervisiona todas as ações ligadas à Administração dos Bens Temporais da Arquidiocese de Palmas. 2. Fica determinado ao VBT visitar cordial e pastoralmente às Paróquias, combinado com os párocos, seus conselhos econômicos paroquiais e os responsáveis por cada organismo, para troca de experiências, levar mensagens, subsídios e propostas, ajudar na formação gerencial dos Bens Temporais e trazer as suas respectivas reivindicações. 3. Em tudo, seguiremos o que disse o papa Francisco: “não se pode perseverar numa evangelização cheia de ardor, se não se está convencido, por experiência própria, que não é a mesma coisa ter conhecido Jesus ou não O conhecer, não é a mesma coisa caminhar com Ele ou caminhar tateando, não é a mesma coisa poder escutá-Lo ou ignorar a sua Palavra, não é a mesma coisa poder contemplá-Lo, adorá-Lo, descansar n’Ele ou não o poder fazer. Não é a mesma coisa procurar construir o mundo com o seu Evangelho em vez de o fazer unicamente com a própria razão. Sabemos bem que a vida com Jesus se torna muito mais plena e, com Ele, é mais fácil encontrar o sentido para cada coisa. É por isso que evangelizamos. O verdadeiro missionário, que não deixa jamais de ser discípulo, sabe que Jesus caminha com ele, fala com ele, respira com ele, trabalha com ele. Sente Jesus vivo com ele, no meio da tarefa missionária. Se uma pessoa não O descobre presente no coração mesmo da entrega missionária, depressa perde o entusiasmo e deixa de estar seguro do que transmite, faltam-lhe força e paixão. E uma pessoa que não está convencida, entusiasmada, segura, enamorada, não convence ninguém” (EG 266).

17 de abril de 2017

Dou fé no que crio e afirmo.

Dom Pedro Brito Guimarães
Arcebispo de Palmas
Ano Nacional Mariano