A cidade de Palmas (TO) é, desde o dia 12 de janeiro, sede da 2ª Experiência Vocacional Missionária Nacional de Seminaristas, iniciativa que reúne cerca de 200 seminaristas de diversas dioceses do Brasil. O encontro segue até o dia 24 de janeiro, unindo formação, espiritualidade, convivência e experiência missionária concreta, tendo como tema “Pés a Caminho”.
Durante os três primeiros dias, os seminaristas participaram de um intenso período formativo na capital tocantinense, com o objetivo de prepará-los para a missão que agora vivem em diversas realidades do Regional Norte 3 da CNBB. As formações buscaram oferecer não apenas conteúdos teóricos, mas uma verdadeira imersão na realidade missionária da Igreja no Norte do país.
Entre os assessores estiveram o arcebispo de Palmas, Dom Pedro Brito Guimarães, que apresentou o panorama pastoral e missionário da Arquidiocese, e o bispo de Cristalândia, Dom Wellington de Queiroz, que refletiu sobre os desafios e as esperanças da missão na Amazônia Legal. Os seminaristas também ouviram o padre Rafael Lopes, secretário nacional da Pontifícia União Missionária, que aprofundou a dimensão da espiritualidade missionária, além das contribuições de Frei Felipe Cruz e de Dom Esmeraldo Barreto de Farias, referência nacional na animação missionária da Igreja no Brasil.
As formações abordaram temas fundamentais como o funcionamento do Regional Norte 3, o contexto social, econômico e antropológico da região, além da espiritualidade missionária, destacando o Espírito Santo como protagonista da missão. A partir dos fundamentos bíblicos, foi apresentada a missão como um estilo de vida, inspirada na própria vida de Jesus, o Missionário do Pai.
Um dos momentos marcantes das reflexões recordou as palavras do Evangelho: “As raposas têm tocas e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça” (Mt 8,20). A passagem iluminou a compreensão de que o missionário não é aquele que busca conforto ou segurança, mas aquele que vive segundo o coração de Jesus, disponível para ir onde for necessário. Também foi apresentado o decálogo da espiritualidade missionária, reforçando valores como simplicidade, escuta, proximidade e testemunho.
No último dia de formação, os seminaristas receberam orientações práticas para a vivência da missão: como se aproximar das famílias, como dialogar com as comunidades, pastorais e lideranças locais. Cada missionário foi enviado com um manual missionário, contendo orações, cânticos e propostas de atividades, que os auxiliam nas visitas às famílias, formações pastorais, celebrações e participação nas Santas Missas.
Após o envio, os seminaristas foram distribuídos em diversas localidades: paróquias da Arquidiocese de Palmas, comunidades da região do Jalapão, além das dioceses de Porto Nacional, Miracema, Conceição do Araguaia, Cristalândia e da Prelazia de São Félix do Araguaia, onde permanecerão cerca de sete dias em missão.
A experiência tem como objetivo central ajudar os futuros presbíteros a viverem concretamente a dimensão missionária da Igreja, que é missionária desde o seu nascimento. A proposta é ir além da formação acadêmica, permitindo que os seminaristas “coloquem os pés no chão”, experimentando a realidade do povo, suas alegrias, desafios e esperanças. Como reforça o tema do encontro, é preciso ter pés a caminho, porque a Igreja é missão, a vida é missão e todo cristão é missionário.
Ao final da experiência, os seminaristas retornarão a Palmas para um momento de avaliação, partilha e discernimento, antes de seguirem de volta às suas dioceses de origem. Cada um levará consigo não apenas lembranças, mas a riqueza da convivência, da escuta e da vivência missionária experimentada no coração do Tocantins e do Regional Norte 3.
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