Arquidiocese de Palmas celebra hoje 30 anos de criação

Hoje, 27 de março, a Arquidiocese de Palmas celebra 30 anos de sua criação, um marco histórico para a Igreja no Tocantins. Erigida em 1996, com bençãos do Papa São João Paulo II, a Arquidiocese nasceu em meio ao contexto de formação do novo estado e da construção da capital Palmas, assumindo desde então a missão de evangelizar, organizar a vida pastoral e fortalecer a fé do povo em uma região marcada por crescimento e desafios.

O processo teve início em 21 de agosto de 1995, quando representantes do Regional Centro-Oeste da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil enviaram ao Papa São João Paulo II um pedido formal para a criação de uma nova circunscrição eclesiástica em Palmas, capital do recém-criado estado do Tocantins, instituído em 1988.
Na carta, os bispos destacavam o rápido crescimento da região, impulsionado pela construção da nova capital, além das dificuldades pastorais causadas pelas grandes distâncias entre as dioceses, até então vinculadas ao estado de Goiás. A proposta era clara: criar uma Arquidiocese em Palmas, que também se tornaria sede de uma nova Província Eclesiástica.
O pedido foi reforçado por uma declaração assinada em 4 de setembro de 1995 pelos bispos da Província Eclesiástica de Goiânia, que manifestaram concordância com a ereção da nova Arquidiocese e autorizaram o desmembramento territorial necessário.
Com isso, áreas pertencentes às dioceses de Porto Nacional e Miracema do Tocantins, além da Prelazia de Cristalândia, passaram a compor o novo território eclesiástico.

A confirmação veio oficialmente em 27 de março de 1996, quando a Nunciatura Apostólica comunicou a decisão do Santo Padre: estava criada a Arquidiocese de Palmas do Tocantins, com sede na capital e formada inicialmente por 11 municípios.
Segundo o documento oficial, passaram a integrar a nova Arquidiocese os seguintes municípios:
–  Da Diocese de Porto Nacional: Lagoa do Tocantins, Mateiros, Novo Acordo, Palmas, Santa Tereza do Tocantins e São Félix do Tocantins.
– Da Diocese de Miracema do Tocantins: Aparecida do Rio Negro, Lajeado, Lizarda, Rio Sono e a região da Reserva Xerente (no município de Tocantínia).
O documento também apresenta dados significativos da realidade pastoral da época. A nova Arquidiocese nascia com uma população estimada em 145.470 habitantes, contando com 3 padres diocesanos, 9 religiosos (entre eles 6 sacerdotes), 30 religiosas e 1 seminarista.

Outro ponto importante é a definição do titular da Arquidiocese: o Divino Espírito Santo, cuja solenidade é celebrada no Domingo de Pentecostes — uma devoção profundamente presente na vida do povo da região. Também já estava previsto o local da futura Catedral, no Plano Diretor de Palmas, cuja a 1ª versão do projeto iniciou em 1995, sendo atualizada nos anos seguintes quando de fato iniciou a construção da versão atual da Catedral na Praça dos Girassóis.

No mesmo documento, o Papa nomeou como primeiro arcebispo de Palmas Dom Alberto Taveira Corrêa, então bispo auxiliar de Brasília. Nascido em Nova Lima (MG), ordenado sacerdote em 1973 e bispo em 1991, Dom Alberto foi escolhido para conduzir os primeiros passos da nova Arquidiocese. Embora a criação tenha sido oficialmente anunciada em março, o próprio documento já indicava que a instalação da Arquidiocese e a posse do arcebispo ocorreriam posteriormente. De fato, foi em 31 de maio de 1996 que a Arquidiocese de Palmas foi oficialmente instalada, marcando o início concreto de sua missão evangelizadora.

Por isso, esta data se tornou o principal marco celebrativo da Igreja Particular, sendo todos os anos recordada com solenidade e alegria pelo povo de Deus. Três décadas depois, a Arquidiocese de Palmas segue firme em sua missão, testemunhando a fé e a esperança que deram origem à sua história.

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